segunda-feira, 27 de junho de 2016

Jogos e o Contato Social: Eles se complementam?

"Jogar video game faz mal, você não socializa para ficar preso em um mundo que não existe". Quem aí que gosta de jogos e nunca escutou isso?! Acredito que todos os amantes de jogos já escutaram isso alguma vez na vida. Comigo não foi diferente, e confesso a vocês, que em determinado ponto da minha vida (na adolescência, para ser mais preciso), eu jogava simplesmente para esquecer meus problemas e não ter que socializar. Porém, isso mudou, e hoje vejo que o ato de jogar pode também melhorar o contato social.
Antes de qualquer coisa, acho importante definir o que é contato social (em minha visão de mundo). Contato social não é necessariamente você estar em todas as festas, sair todos os finais de semana, o simples fato de chamar alguns amigos ou parentes para visitá-los, ou ir na casa dos mesmos com a finalidade de dar um "alô" já é um contato social.
Venho notando ultimamente que tenho preferência a jogos que me possibilitam jogar "multiplayer" (para quem desconhece o termo, "multiplayer" refere-se a um modo de jogo com a possibilidade de jogar com um ou mais indivíduos ao mesmo tempo). Provavelmente isso está ligado ao desenvolver meu lado social, entretanto, os games estão me possibilitando jogar com mais pessoas ao meu lado. Por exemplo, várias foram as vezes que chamei meus amigos para jogar Guitar Hero aqui em casa, enquanto um jogava com a guitarra, outros cantavam com o microfone (ainda pode-se utilizar uma bateria e mais uma guitarra, formando uma banda, porém são instrumentos próprios para o jogo). Outros jogos que gosto de jogar com amigos são os games de futebol (FIFA ou PES), que trazem a possibilidade de jogar com até mais três amigos. No meio desses jogos a gente conversa, ri, fica bravo, conta coisas sérias e bestas ao mesmo tempo.
Dito isso, não há como negar que os jogos podem ser utilizados como ferramenta de socialização. Sejam jogos virtuais ou de tabuleiro. Recordo-me de que, ainda em minha infância, havia um fliperama na cidade de Piçarras, e eu adorava ir lá para jogar, e algumas vezes meus pais e tios levavam eu e meus primos para jogar lá, e sempre havia grupos de amigos dentro do fliperama se divertindo juntos.
É claro que os games podem fazer com que a pessoa perca o contato social, mas eles também podem favorecer, desde que se saiba como usá-los a nosso favor. Algumas escolas fazem "mini campeonatos" de jogos virtuais, cobrando uma pequena taxa de inscrição para angariar fundos para o grêmio estudantil, reunir alunos de diversas turmas, pode estimular o contato social, assim como a prática de esportes.
Sempre que adquiro jogos novos, faço questão de convidar alguns amigos para que venham até minha casa jogar comigo. E como já pontuei anteriormente, essas visitas me ajudam a colocar o papo em dia, saber o que está acontecendo com essa pessoa, poder contar um pouco sobre o que está acontecendo comigo, e ainda nos divertir com um bom game.
Os jogos fazem parte da nossa cultura, quem nega isso está remando contra a maré, por mais que você não goste dos games, eles estão movimentando muito a economia, e eles deixaram de ser "coisa de criança", tem pessoas que jogam profissionalmente (e ganham muito bem para isso), e também há aqueles (como eu) que jogam apenas por diversão, e melhor ainda quando esta diversão é compartilhada com aqueles que amamos!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Assistir Séries e Filmes Pode Aumentar o Contato Social!

Muitos de nós já ouvimos aquele clichê de que “a pessoa que assiste muitas séries ou filmes não tem vida social”. Bom, se analisarmos o contexto atual, a cultura de assistir séries e filmes está cada vez mais presente da vida de todos que tem acesso a recursos audiovisuais. A própria vida universitária nos leva a assistir filmes, documentários e séries, seja com finalidade acadêmica, seja com finalidade de “matar tempo”.
O fato é que, esta cultura está se instalando no nosso cotidiano. Há algum tempo atrás, ter o hábito de ver muitos filmes e séries era dos “nerds”, hoje vemos que todos estão “antenados” nessa cultura. E quanto mais pessoas “sintonizadas” nessa cultura, mais fácil haver discussões e estudos relacionados a essa nova cultura.
Claro que ter esse hábito demanda um tempo relativamente grande de nossas vidas, mas não significa que é um tempo perdido, muito pelo contrário, é tempo ganho com divertimento e conhecimento. Como coloquei anteriormente, essa cultura está em toda parte, cada vez mais as pessoas têm acesso facilitado a filmes e séries, para provar o ponto, a Netflix é uma ferramenta onde se encontra um acervo de filmes e séries muito grande, com um valor bem em conta por mês.
Sabem aquelas famosas rodinhas de bar com discussão sobre futebol? É o que está acontecendo com filmes e séries, podem não ser em bar, mas nas famílias, nos grupos de amigos e às vezes até com desconhecidos iniciamos um papo sobre uma série que ambos gostamos, e aí pode começar uma amizade.
Para exemplificar, trarei um exemplo meu. A grande febre do momento é sem dúvida alguma “Game of Thrones”. Assisti a primeira temporada há alguns anos atrás, e larguei. Talvez na época não estivesse em um momento adequado para assistir a série, mas após a “pressão popular”, resolvi “tirar o pó” da série e voltei a assistir. Hoje estou em dia com a série, e sempre que possível, participo de discussões com amigos e familiares sobre o que pode vir a acontecer na série.
Essas discussões sobre séries e filmes são contato social. Essas discussões nos levam a conhecer pessoas novas, nos levam a querer conhecer pessoas novas. Ajudam bastante a desenvolvermos um senso crítico, e estabelecermos paralelos da ficção com a vida real.
Para quem gosta de filmes e séries, há uma rede social dedicada justamente a essa arte, o “Filmow”. Lá vocês podem marcar os filmes e séries como “Já vi”, “Quero ver” e “Não quero ver”, além de poder dar nota, favoritar ou até mesmo escrever comentários na página sobre o filme, fazendo sua análise. Por lá, você também pode fazer novos amigos e descobrir alguns filmes e séries que lhe interessem.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Crenças e Valores: Como Eles Afetam o Nosso Cotidiano?

As falhas na comunicação estão se tornando cada vez mais evidente conforme a tecnologia se desenvolve, principalmente pelo "simples" fato dela estar cada vez  mais presente em nosso cotidiano. Cada ser humano é único, têm suas vivências e experiências próprias. Quando se relata uma história ou quando se diz algo, cada pessoa irá entender tal ação de uma maneira diferente, inclusive o próprio autor da ação terá uma percepção diferente dos demais.
Hoje, felizmente, podemos nos expressar da maneira que desejarmos, temos esse direito, e as redes sociais contribuem para que possamos espalhar nossas visões e ideias referentes a sociedade atual. Há quem diga que somos livres para expressarmos aquilo que desejamos, entretanto, eu discordo. Não somos livres para expressarmos aquilo que pensamos ou sentimos, nossa sociedade não deixa (ou nós não deixamos). Apesar de não concordar com quem faz apologia ao racismo ou a homofobia, essas pessoas não podem dizer que são contra, pois trata-se de preconceito. Tudo bem que, ao argumentar essas pessoas usam um linguajar baixo, e muitas vezes com argumentos nada sólidos, mas expressar trata-se daquilo que sentimos ou acreditamos.
Eu irei fazer uma crítica a respeito das feministas que estavam reclamando do outdoor do filme X-Men Apocalypse, onde o Apocalypse está estrangulando a Mística, pois segundo elas, faz apologia a violência contra a mulher. Essa ideia é um absurdo (na minha visão), mas na visão das feministas o absurdo é o outdoor. Eu poderia trabalhar um monte de argumentos do porque acredito que elas estão exagerando e elas poderiam elaborar vários argumentos dizendo que eu sou machista, e ainda assim acredito que nenhum dos lados iria mudar de opinião.
Infelizmente vivemos em uma sociedade que vive de rótulos, mas não são apenas os produtos que utilizamos que são rotulados, as pessoas também são rotuladas, querendo ou não fiz um rótulo ao chamar as pessoas no parágrafo anterior de feministas. Não estou tentando me contradizer, estou apenas mostrando a hipocrisia da nossa sociedade. Aqueles que pensam diferente da maioria (ou simplesmente aqueles que pensam por conta própria) são muitas vezes rotulados de maneira bem negativa. É muito difícil se expressar sem ofender alguém, até porque as pessoas tem opiniões diferentes e hoje o "mimimimi" é muito grande.
Nós não devemos concordar ou discordar sempre da opinião alheia, o importante é respeitarmos os gostos e as opiniões do próximo e termos consciência de até onde vai nossa "liberdade" de expressão, sem que machuque o próximo de alguma forma. E lembrem-se "Nós somos responsáveis por aquilo que dizemos ou expressamos, e não por aquilo que os outros interpretam", pois não temos o controle do indivíduo ao nosso lado!