sexta-feira, 11 de novembro de 2016

“As pessoas estão cada vez mais superficiais”. Estão mesmo?

O título já diz muito sobre esse texto, e irei trazer para cá algumas ideias que vieram a minha cabeça quando pensei na frase título do post. Bom, o mundo está ficando cada vez mais globalizado e conectado, mas essa “conexão” é em grande parte virtual, e não pessoal e emocional. Está cada vez mais simples saber o que acontece em diversos países, ou até mesmo dentro de seu país, pois o acesso à informação está aumentando, as redes sociais estão nos deixando mais “próximos” de pessoas distantes e estão nos deixando distantes de pessoas mais próximas.
Mas vamos refletir, será que são as redes sociais, ou somos nós os responsáveis por essas mudanças nas relações? É claro que temos a escolha, mas não muda o fato de que as pessoas envolvidas no desenvolvimento desses aplicativos e redes de interação buscam métodos para tornar o produto mais atrativo, assim como a Coca-Cola continua fazendo em suas propagandas, inovando para chamar a atenção do consumidor.
Esses desenvolvedores estão fazendo o trabalho deles, e me arrisco a dizer que fazem um trabalho sensacional. Mas os grandes responsáveis por essa grande adesão de Facebook, Instagram, Twitter e afins somos nós, os consumidores, mas por que isso está acontecendo? Não tenho a resposta para essa pergunta, apenas algumas ideias do motivo, e gostaria de compartilha-las aqui.
Vamos pensar, o ser humano é um ser social, e quando nascemos precisamos de cuidado extremo de nossos pais ou responsáveis, e por muitos anos, talvez sejamos uma das espécies mais frágeis de natureza, pois se levam muitos anos para que consigamos sobreviver sem a ajuda de nossos pais. Aprendemos a amar e a viver em família, fazemos amigos quando entramos na escola, e continuamos fazendo amigos quando crescemos. Mas o ser humano tem medo do novo e do diferente, assim como os animais. Somos resistentes a mudanças e quando se trata de sentimentos, muitos sofrem em expressar o que sentem, e isso machuca, e esse medo pode ser recorrente de frustrações ou de experiências traumáticas.
A internet proporciona uma maquiagem de sentimentos, ou de força que, por exemplo, faz com que pessoas mais tímidas se sintam mais confiantes. Nós não vemos o julgamento da pessoa que lê o que escrevemos, aí fica mais fácil expressar o amor ou ódio que sentimos dentro de nós. Apesar de sermos seres sociais, muitos fogem dessa interação cara a cara, e como precisamos de interação, buscamos as redes sociais.
Temos medo constante, nossa sociedade é capaz de gestos lindos, mas também de fazer coisas das quais nos fazem ver o pior da humanidade. Guerras, discursos de ódio, violência doméstica, sexual e muitas outras coisas ruins nos circulam, e temos medo de interagir, de sermos julgados, de viver, e de nos entregarmos em relações mais íntimas, sejam essas relações amorosas ou de amizade. Criamos barreiras entre nós, criamos preconceitos, criamos intolerância, já está na hora de criarmos coisas mais belas, como amor, aceitação, respeito, empatia e muita bondade, talvez assim, as relações tornem-se mais íntimas, haja mais confiança, paz e amor!

Por isso digo, não são apenas os outros que estão mais superficiais, não são os outros que não deixam nós chegarmos neles, somos nós que não tentamos ir mais fundo, somos nós que não nos dedicamos as pessoas, somos nós que não queremos ver além das superficialidades!

É isso por hoje pessoal, preciso muito do feedback de vocês, usem os comentários para escrever se vocês concordam ou não e o por que, tragam novas ideias de temas! Obrigado a todos!!!