quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Uma Reflexão Sobre a Série How I Met Your Mother

A série How I Met Your Mother acabou em 2014, mas para nós fãs das “aventuras” de Ted Mosby e seus amigos ainda tem espaço de sobra em nosso coração. Para quem já assistiu a série sabe que o final gerou muita polêmica, e não agradou a muitos. Preciso dizer que nesse texto você encontrará spoilers sobre o final da temporada.
HIMYM é uma série incrível, pois conseguiu fazer algo que além de divertido de assistir é capaz de trazer momentos de reflexão e trazer aqueles “bad feelings”, se fosse para explicar esse argumento diria para você escolher um ator ou atriz que consegue fazer todos os tipos de papéis muito bem representados, agora aplique esse conceito a série.
As obras de ficção podem nos ensinar muito e trazer boas doses de discussão e reflexão. É claro que há o exagero em diversos momentos, mas o mundo televisivo exige isso. Sempre que me perguntam, digo que HIMYM é minha série favorita, impossível não dizer que criei um vínculo com os personagens e suas histórias.
A série mostra que até mesmo os casais “perfeitos” podem se separar e que casais improváveis podem se unir, demonstra que o amor existe em vários tipos de relação, seja na amizade, na família ou quando encontramos a “pessoa certa”. Os personagens em si são muito bem trabalhados, as situações que os rodeiam são das mais simplórias e “irrelevantes” até ao ponto mais complexo que pode surgir.
Sou um dos grandes defensores de como a série acabou, porque assistindo todas às quatro vezes, notei que o final representa a realidade. O Ted sempre narrou sua história dando muita relevância ao sentimento que tinha pela Robin, mas isso não quer dizer que ele não amou a Tracy, muito pelo contrário, acredito fielmente que ela era o verdadeiro amor da vida do Ted, mas dada as circunstâncias que o “destino” trouxe, era necessário o personagem seguir em frente.
A relação entre Robin e Barney é mais complexa do que parece, eles pareciam ter tudo para ficarem realmente juntos, combinavam muito em vários aspectos, mas combinar e ter os mesmos gostos não é suficiente para manter uma relação, é necessário planejar uma vida a dois, constituindo sua família com o sem filhos, isso não importa, mas é necessário ter um plano de vida.
Acredito que o Ted e a Robin não estavam prontos para ficarem juntos, o Ted precisava da Tracy e a Robin do Barney, é claro que se o Tracy não tivesse morrido, é óbvio que o Ted viveria até seu ultimo momento com ela, mas isso não aconteceu, e a vida tem esses choques de realidade, muitas vezes perdemos pessoas de maneira inimaginável, mas temos que viver nossa vida.
O choque de realidade que a série traz, é impressionante. A Robin não queria filhos, o Ted sim, a relação deles estava fadada a não dar certo, pois os planos não batiam. Eles poderiam dar certo, mas só depois de encontrarem o que queriam, e o Ted encontrou isso com a Tracy, e a Robin encontrou isso explorando sua carreira.
A vida não é perfeita e nem sempre as situações acontecem como queremos, é só verificar o caso da “Abóbora Safadinha”, e a série deixa isso muito evidente, a morte do pai do Marshall quebra o coração de todo mundo, ver o cara mais alto astral do grupo sofrendo daquele jeito é arrasador, mas a morte faz parte do ciclo da vida.
Por isso eu digo que o final da série não foi um absurdo e nem um pouco ruim, os produtores escolheram acabar a série da maneira que julgaram mais correta, poderiam ter feito de outra maneira, poderiam... talvez fossem mais felizes ou não, mas acredito que o fim foi fiel a tudo que aconteceu ao longo de nove temporadas, principalmente porque aprendi muito com HIMYM, aprendi a ver o mundo por uma nova perspectiva, me trouxe novos valores e novas reflexões, me ensinou que muitas vezes nossos amigos são mais família que muitos familiares, mas acima de tudo, me ensinou a valorizar cada momento, pois assim que ele acaba, não volta mais.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Até onde vai sua liberdade de expressão?

Falar de liberdade de expressão chega a ser relativamente complicado, pois cada indivíduo tem uma concepção diferente em relação a esse tema. Quem está certo e quem está errado? Estamos hoje divididos em nossa sociedade, ou você é de esquerda ou direita, capitalista ou comunista... É tudo muito “oito ou oitenta”, “preto ou branco”.
Acredito que antes de falarmos sobre liberdade de expressão, é necessário falar sobre o contexto que vive nossa sociedade em pleno século XXI. Recentemente houve “manifestação” na cidade de Charlottesville no estado da Virgínia, nos EUA. Essa “pequena manifestação” se tornou uma passeata com discurso de ódio. Aparentemente o motivo de tal manifestação era a ideia da retirada da estatua de um “herói” de guerra, herói este que lutou contra a abolição da escravidão nos EUA. Por isso houve pedidos a retirada dessa estatua, pois representa para muitos um monumento que lembra a discriminação.
Teria algum problema se as pessoas fizessem uma passeata em protesto à retirada da estátua? Acredito que não, desde que fosse um manifesto pacífico sem atacar ou agredir determinado grupo, mas em Charlottesville não houve manifesto pacífico, e o movimento para a não retirada do monumento, virou uma passeata movida pelo ódio e desrespeito, com um discurso típico de neonazistas.
A questão é bem clara para algumas pessoas e nem tanto para outras. Você pode expressar suas ideias e pensamentos, desde que não ataquem alguém ou um grupo de pessoas, pois isso se configuraria como discurso de ódio. Entendam que apesar de não sermos obrigados a gostar e aceitar as diferenças, é nosso dever respeitar essas diferenças, sem querer ficar incitando o ódio por aí.