As
séries estão cada vez mais fazendo parte de nossas vidas, principalmente por termos
uma facilidade enorme em acessar tal conteúdo. Há várias plataformas de streamings (p. ex.: Netflix), em que
você paga um valor e tem a sua disposição um acervo grande de filmes e séries.
Como já expus em outro post, as séries e filmes nos dão a oportunidade de
discutir sobre temas abordados neles, e a série “13 Reasons Why”, toca em
assuntos que devem ser discutidos, seja em grupos de amigos ou em família.
“13
Reasons Why” é uma série que conta a história de uma adolescente chamada Hannah
e que cometeu suicídio, mas antes disso, ela grava fitas explicando os
“porquês” que a levaram a chegar a esse extremo. Mas não entrarei em detalhes
maiores, pois não quero dar spoilers
aos meus leitores.
A
verdade é que a série toca em assuntos que muitas vezes são vistos de maneira
distorcida pela sociedade. Quando se aborda temas como suicídio, bullying e assédio sexual as pessoas
sentem-se desconfortáveis e muitos fogem desses assuntos, pois acreditam que
evitando falar deles, não irão acontecer. Mas o que nossa sociedade mais
precisa hoje é que tenhamos a abertura e a capacidade de discutir e levantar
dados sobre isso.
Acredito
que a série pegou uma reunião de assuntos que precisam ser discutidos e expôs
de maneira bem plausível que nossas ações geram consequências e não apenas em
nossas vidas, mas também na vida daqueles que estão ao nosso redor.
Toda
série tem sua dose de exagero, e “13 Reasons Why” não é diferente, no entanto,
o simples fato da série abordar o suicídio como tema, já abre espaço para
discussão. É importante ter em mente, que a série se foca na adolescência, e a
visão de mundo dos adolescentes é bem peculiar, até porque eles estão redescobrindo
quem são e quem serão como adultos, formando suas identidades. Não é incomum
eles potencializarem problemas ou minimizarem assuntos sérios, com medo da
repercussão que isso pode causar no futuro.
Além da série, foi gravado um “minidocumentário”
de 29 minutos, com atores, produtores e especialistas falando sobre os temas
que a série aborda. Vi a série e comecei a pensar muito sobre o assunto e sobre
o que a leva a tomar uma medida tão drástica para acabar com o sofrimento. A decisão
de tirar a própria vida é da pessoa, e muitas vezes não notamos os pedidos de
ajuda e só os percebemos após a tragédia acontecer. Nós somos responsáveis pelas
nossas atitudes, mas nunca pela atitude do próximo, mas isso não significa que
nossas atitudes possam causar impactos na vida alheia, e a série em alguns
momentos pode confundir as coisas, tentando mostrar “culpados”, e talvez essa
perspectiva não seja a mais correta.
Em
síntese, você deve assistir a série para refletir e pensar sobre esses assuntos,
e depois buscar mais materiais para poder conversar e adquirir uma opinião e
falar sobre isso. Se esses assuntos fossem discutidos mais abertamente, e
parássemos de buscar culpados e vítimas (muitas vezes associamos a um indivíduo
os dois “papeis”) e nos preocupássemos em ajudar, mostrar e demonstrar que nos
importamos com a vida de quem amamos, talvez os casos de tentativa e de
suicídio venham a diminuir.
Conhecimento
e discussão é a chave para lidarmos com muitos dos problemas que enfrentamos, e
o suicídio é um problema de política pública, e nossa função como sociedade e
ajudar para que a cada dia os casos diminuam. Vamos parar com o discurso de
ódio, vamos amar, respeitar e aceitar mais aqueles que fazem parte de nossa
vida. Essa série traz coisas a tona, e por isso você DEVE assistir, para
refletir e tentar entender em que pontos há exageros e em quais pontos a série
consegue representar a realidade, tal como ela é. Assista, reflita e ajude a
salvar vidas, o mundo precisa de pessoas boas com boas atitudes, faça a
diferença!
Nenhum comentário:
Postar um comentário