segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Como acontece sua inspiração?

Olá galera, tudo joia?

Recentemente assisti um filme chamado "Whiplash - Em Busca da Perfeição", e o filme me deixou bastante instigado sobre métodos de ensino, unindo isso ao fato de estar tendo uma matéria na faculdade que trata da Psicologia Escolar, resolvi escrever um pouco sobre minhas ideias e impressões sobre o sistema educacional.
Antes de mais nada, para quem não assistiu o filme citado acima, acredito que ele pode acrescentar muito nas suas vidas, ou pelo menos fazer com que vocês se questionem em relação aos métodos utilizados na educação de um jovem baterista de jazz. Não irei me ater muito no filme, pois o objetivo desse post não é fazer spoiler do filme, mas sim levantar alguns pontos a serem refletidos.
O sistema educacional se apresenta muito falho em nosso país, e é pelo sistema que não funciona da maneira como deveria. Professores autoritários ao extremo, alunos sem respeito, famílias que não sabem como agir frente as adversidades, são esses alguns fatores para a falta de sucesso da educação. Se analisarmos, muitos professores novos chegam com aquele "gás" para dar aula após o término da faculdade, mas encontram uma realidade não reforçadora, e que acaba pregando um método de ensino antigo, sem espaço para o novo. Acredito que isso esteja diretamente ligado com a nossa zona de conforto, pois muitos professores há mais de 10 ou 15 anos dão a mesma aula, e dizem que o aluno que deve se adequar ao seu método. 
Não é bem assim que funciona querido professor, o sistema de educação deve funcionar com uma troca de conhecimentos entre professores e alunos, deve ter colaboração de ambas as partes, ambos devem estar dispostos a aprender coisas novas. Aula não deve ser monótona, com o professor falando e o aluno apenas anotando, devem ter dinâmicas, que estimulem o aluno a melhorar e a aprender, o incentivo para que esse estudante mesmo fora do ambiente escolar vá em busca de novos conhecimentos em relação ao conteúdo discutido em sala.
Agora vocês devem estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com o título do texto. Bom, na realidade isso é bem simples, se eu tivesse que explicar como funcionaria o meu método ideal de ensino, seria aquele em que os professores estão interessados em inspirar seus alunos. O professor que inspira o aluno, não será apenas uma pessoa de bem com a vida e com sua profissão, mas será amado e respeitado por aqueles que ensinam. O professor pode ser exigente e incentivar o aluno ao mesmo tempo, mas que esse "ser exigente" não ultrapasse os limites éticos e morais, que não levem o aluno a uma depressão ou a um grande sentimento de frustração. 
Tive e ainda tenho vários professores que são fontes de inspiração para mim. Ainda pode ser cedo para chegar a certas conclusões, mas um dia pretendo seguir nesse ramo, ensinando e discutindo psicologia em uma universidade, inspirando novas almas assim como meus professores me inspiram. A imagem que me vem a cabeça quando penso em um professor ideal é do personagem de Robin Williams no filme "A Sociedade dos Poetas Mortos" (que aliás é um excelente filme). Ele transmite para mim o que é um professor inspirador, que está sempre buscando sair daquela velha rotina de sala de aula. O mundo precisa de professores assim, para que novas mentes sejam polidas ao sucesso.
Espero que esse texto estimule a discussão e a reflexão de vocês referente ao tema tratado, e por favor, qualquer que seja o comentário e opinião aqui expressado por vocês leitores tenho certeza que irá acrescentar algo no conhecimento de todos, apenas sejam respeitosos ao se expressar aqui.

Obrigado pela atenção!


Ass: Victor Augusto Dzus

4 comentários:

  1. Somo a essa bela publicação o fato de que no papel de Educador é necessário ser humilde. Humilde para perceber que seus alunos sabem coisas que você desconhece e também ter essa postura quando você sabe algo que para você é claríssimo, mas o aluno desconhece totalmente o assunto discutido. Fingir que aprende e fingir que ensina infelizmente é uma realidade dura em alguns âmbitos, inclusive nos bancos acadêmicos.

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  2. Muito bem pontuado Lincol, é muito importante essa troca de conhecimentos e reconhecimento de que sempre podemos aprender com o próximo! Belo acrescimo e excelente explicação! Obrigado pela participação! :D

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  3. Enquanto eu lia sua reflexão meu nobre amigo, foi inevitável não retornar alguns anos e esboçar caras e bocas ao lembrar de alguns mestres que enraizaram seus métodos na minha vida acadêmica. Sem dúvidas, falar sobre tais métodos é um desafio. Parabéns pelo seu ponto de vista. Gostaria de acrescentar minha opinião, compactuo com os assuntos abordados e acredito que hoje vivemos a era da modernidade líquida de Bauman, uma época também de transformações tecnológicas, os modelos também precisam ser (re)pensados. Isso se faz necessário, o modelo tradicional não se enquadra com a clientela atual.
    Mais uma vez, parabéns nobre amigo!

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  4. Primeiramente, obrigado por ter feito a leitura, e por acrescentar de seus conhecimentos, assim enriquecendo os meus e de outras pessoas que por aqui passam... Me interessa ler sobre a "Era da modernidade líquida de Bauman", pois até o momento desconhecia essa teoria, tentarei estudar ela um pouco mais, para que possa enriquecer ainda mais meus conhecimentos sobre tal assunto!
    Novamente, obrigado pela participação! :D

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